- Rúben (em hebraico: رَأُوبَيْن / Reuven) — Significa "Vede, um filho" ou "Ele viu minha aflição", pois Lia disse que Deus viu sua humilhação.
- Simeão (em hebraico: שִׁמْعון / Shimon) — Significa "Ouvinte" ou "Aquele que ouve", porque Deus ouviu que ela era odiada/menosprezada.
- Levi (em hebraico: לֵוִי / Levi) — Significa "Unido" ou "Adesão", indicando a esperança de Lia de que seu marido se uniria a ela. [1]
- Judá (em hebraico: יְהוּדָה / Yehuda) — Significa "Louvor" ou "Agradecimento ao Senhor". []
- Dã (em hebraico: דָּן / Dan) — Significa "Juiz" ou "Julgamento", pois Raquel disse que Deus julgou a sua causa. [1]
- Naftali (em hebraico: נַפְתָּלִי / Naftali) — Significa "Minha luta" ou "Lutando", representando a disputa de Raquel com sua irmã. [1]
- Gade (em hebraico: גָּד / Gad) — Significa "Boa sorte", "Tropa" ou "Afortunado".
- Aser (em hebraico: אָשֵׁר / Asher) — Significa "Feliz" ou "Bem-aventurado".
- Issacar (em hebraico: יִשָׂשכָר / Issachar) — Significa "Galardão", "Recompensa" ou "Homem de recompensa".
- Zebulom (em hebraico: זְבוּלוּן / Zevulun) — Significa "Morada" ou "Habitação", pois Lia acreditava que agora seu marido moraria com ela. []
- Benjamim (em hebraico: בִּנְיָמִין / Binyamin) — Significa "Filho da minha mão direita" ou "Filho do sul".
- Efraim e Manassés (substituindo a tribo de José na contagem territorial):
- Manassés (em hebraico: מְנַשֶּׁה / Menashe) — Significa "O que faz esquecer", pois José disse que Deus o fez esquecer de todos os seus trabalhos e da casa de seu pai.
- Efraim (em hebraico: אֶפְרַיִם / Efrayim) — Significa "Frutuoso" ou "Duplamente fértil", porque Deus o fez prosperar na terra da sua aflicão. [1, 2]
Tribos de Israel (em hebraico: שִׁבְטֵי־יִשְׂרָאֵל; romaniz.: Šīḇṭēy Yīsrāʾēl; lit. 'Cajados de Israel') é o conjunto de unidades tribais patriarcais ou clãs familiares do antigo povo de Israel, que de acordo com a tradição judaica, originaram-se dos doze filhos de Jacó, neto de Abraão.[1]
O sentido de tribo na Torá (conjunto de livros fundamentais da fé israelita), refere-se ao clã familiar, uma forma de organização que vigorou e vigora, sobretudo na Europa Ocidental - não referindo-se ao sentido comum de tribo dos povos primitivos ou pré-modernos, como as antigas tribos ameríndias - embora a religião dos hebreus tenha origem no Sudoeste asiático.
As doze tribos teriam o nome de dez filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de José, filho de Jacó, abençoados por Jacó como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Levi e José,[2] sendo que Manassés e Efraim, filhos de José, receberam porções de terra, porém podem ser considerados meias-tribos. Apesar desta suposta irmandade, as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, nove tribos desapareceriam exiladas por Senaqueribe, rei do Império Neoassírio. As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi) constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).
As "Doze Tribos", levando em consideração que os filhos de José (Manassés e Efraim), que foram considerados parte das tribos de Israel ficando no lugar de Levi e José na posse de terras, por seu avô Jacó, considerá-los como seus próprios filhos, formando assim, as Doze Tribos de Israel.
O livro de Gênesis conta da descendência do patriarca Jacó, mais tarde batizado por Deus com o nome Israel, e de suas duas mulheres (Lia e Raquel) e duas concubinas (Bila e Zilpa). Jacó teve ao todo doze filhos e uma filha (Diná), cujos nomes estão acima citados. Neste momento da narrativa, o cronista bíblico concentra-se no relato da história de José, sobre como ele foi vendido pelos seus irmãos, como obteve importância política no Egito, e de como voltou a reunir sua família. A narração conta também que os treze filhos de Jacó e suas famílias e criados obtiveram permissão para habitar a fértil região oriental do Delta do Nilo, onde teriam se multiplicado grandemente. Cada uma das doze famílias teria mantido uma individualidade cultural, de forma que se identificassem entre si como tribos separadas. A narrativa ainda destaca que José teve dois filhos, Manassés e Efraim, e seus descendentes seriam elevados ao status de tribos independentes. Contudo, a Bíblia refere-se à tribo de Manassés como "meia tribo". Ocorre que na conquista das terras a tribo de Manassés ficou dividida, parte dela ocupou o oriente do rio Jordão, sendo assim, foi chamada de Manassés Oriental e a outra parte ocupou o ocidente do rio. Pela leitura de Josué 13.14-33, pode-se concluir que a meia tribo de Manassés a receber sua herdade foi a oriental, em seguida, no texto de Josué 17.1-18, a ocidental. Todavia, apesar da referência de meia tribo e sua divisão geográfica, a tribo era uma só. Em Josué 17.17 pode-se ler claramente o motivo, tratava-se de uma tribo numerosa, e portanto, carecia de um espaço maior para habitar. Com isso encerra-se um número fixo de doze tribos. Ao final de Gênesis, Jacó, em sua velhice, abençoa a cada um de seus filhos, prenunciando o destino que aguardava os seus descendentes no futuro.
Em Êxodo, a Bíblia conta como Moisés, membro da tribo de Levi, e seu irmão Aarão, lideraram os hebreus das doze tribos em sua fuga do Egito. Durante a narrativa, as tribos são contadas, e seus líderes e representantes são nomeados, demonstrando um forte senso de individualidade entre as tribos e as meio-tribos de José. À tribo de Levi são designadas por Deus a todas as tarefas sacerdotais e os direitos e deveres diferenciados, inclusive seria a única tribo que poderia carregar a arca da aliança. As demais mantiveram-se com os mesmos direitos e obrigações, embora, através do número de membros, algumas tribos já pudessem gozar de alguma superioridade política.
Hipóteses históricas
Para os Judeus, não há dúvidas da veracidade do relato bíblico e, há pouco o que se discutir sobre a origem das Tribos de Israel fora do contexto bíblico. No entanto, arqueólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia argumentam sobre a origem das tribos.
Há teorias que sugerem que apenas algumas das tribos teriam realmente saído do Egito e se fixado por alguns anos no entorno de Canaã, onde teriam encontrado outras tribos de origem hebraica autóctones da região. Sua afinidade linguística e racial, em contraste com as diferenças encontradas nos vizinhos cananeus teria encorajado as tribos a agirem em regime de coexistência e, em algumas vezes, de cooperação, o que teria favorecido a conquista de Canaã (uma miríade de cidades-estado e pequenos reinos independentes) pelos hebreus. Neste caso, as tribos do Êxodo teriam sido aquelas de maior destaque na narrativa bíblica, ou seja, Judá, Levi, Simeão, Benjamim, e as meias-tribos de Efraim e Manassés, o que enfraqueceria toda a base histórica da narrativa do Êxodo. Já os arqueólogos notam que não há vestígios concretos da passagem de um povo, estimado em mais de 600 000 pessoas, por quarenta anos pelo deserto entre o Egito e a Terra de Israel. Assim, a narrativa de Gênesis e Êxodo não tem uma base histórica, embora alguns pontos pudessem ter sido moldados para justificar com raízes familiares a união das doze tribos.
A governação do povo hebreu passou por três períodos: patriarcas, seguidamente juízes e, finalmente reis.
- Patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó
- Juízes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel
- Reis: Saul, Davi e Salomão
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As tribos perdidas
As conquistas assírias no século VIII a.C. abriram caminho para a conquista do reino do norte de Israel. A queda de Samaria significou o fim do estado israelita. Seu povo, ou aqueles que sobreviveram, foram deportados para a Assíria e redistribuídos por todo seu território. Neste momento, as 10 tribos do norte desapareceram por completo do relato bíblico. O mais provável é que qualquer traço de união tribal tenha desfalecido com a fragmentação das comunidades israelitas, e que os hebreus que sobreviveram ao processo tenham se unido a estrangeiros e abandonado suas tradições.
A tribo remanescente: Judá e os judeus
Apesar da queda de Jerusalém, menos de 2 séculos depois, os descendentes de Judá, Benjamim e Levi ao serem levados ao exílio no reino da Babilônia, mantiveram fortes laços culturais entre si. É possível que tivessem mantido esta união graças às profecias do profeta Jeremias, que previu que o exílio duraria 70 anos, e que o povo seria libertado e mandado de volta a Jerusalém ao final deste período; a fé conjunta na realização da profecia teria mantido a tradição destas tribos intacta, se não fortalecida. É no período de exílio que surge pela primeira vez de maneira consistente o termo judeu, se referindo a todos os membros da tribo de Judá.
Passado o tempo previsto por Jeremias, Ciro, o Grande conquistou a Babilônia, e enviou os judeus de volta à Terra de Israel, designando para eles a província de Yehud; de maneira geral, o mesmo território do antigo reino de Judá. Os judeus ali habitaram até o século II da Era Cristã. Sua religião passou a se chamar "judaísmo", a prática religiosa de Judá (distinta havia muito das práticas religiosas mais populares no Reino de Israel).
Entre o fim do exílio babilônico e a diáspora, os judeus nutriram um forte senso de união e resistência à dominação estrangeira, tão forte que, mesmo após sua expulsão definitiva da Terra de Israel pelos romanos, os judeus mantiveram laços entre as distantes comunidades formadas por toda a Ásia, norte da África e Europa, verdadeiras redes através das quais sobreviveram suas tradições. Durante este período, o termo "judeu" significando um seguidor da religião judaica suplantou o significado tribal do termo, e muitos estrangeiros de origem não-semítica declaravam-se judeus. De toda forma, através dos judeus e do judaísmo, a tradição da tribo de Judá sobreviveu até os dias de hoje.
As 12 tribos de Israel originais não existem separadas ou identificáveis nos dias de hoje, pois se dispersaram e se misturaram ao longo da história antiga.O Destino das Tribos- As Dez Tribos Perdidas: O Reino do Norte (Israel) foi conquistado pela Assíria no século VIII a.C. Seus habitantes foram deportados e desapareceram da história como grupos distintos.
- As Tribos Restantes: O Reino do Sul (Judá) era formado principalmente pelas tribos de Judá e Benjamim, além de partes de Levi. Os descendentes destas tribos formaram o povo judeu moderno.
- A Situação Atual: Hoje, não é possível traçar a linhagem exata de nenhuma das 12 tribos. Quase todos os judeus atuais se consideram parte do povo de Israel de forma geral, sem uma distinção oficial de clã ou tribo.








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